Estamos com fome de amor...
(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)
O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,
sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
domingo, 11 de abril de 2010
Educação e exemplo
Dídimo Heleno é advogado.
E-mail: dibeleno@yahoo.com.br
A frase se tornou clichê, mas nem por isso menos precisa: “um exemplo vale mais do que mil palavras”. De fato, aquele velho costume do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” (outro clichê) não funciona, e ainda menos para quem tem a árdua tarefa de educar filhos.
No Brasil nem tudo funciona a contento. As universidades federais, por exemplo, que a princípio deveriam abrigar os menos favorecidos, estão repletas de endinheirados, basta dar uma espiada nos estacionamentos dessas instituições e verificar muitos carros de luxo, indicando o poder aquisitivo de grande parte dos estudantes. E isso se dá por uma simples razão: o ensino está falido. Quem tem um pouquinho mais de condições coloca o filho para estudar em colégio particular. Não que esses sejam um primor, são apenas menos ruins. Na hora do vestibular, a concorrência é desleal, já que o pobre disputa a vaga em franca desvantagem.
Penso que as cotas raciais não resolvem o problema, apenas aumentam a discriminação. Os beneficiários ficariam menos constrangidos se pudessem ingressar na universidade por mérito e não pela cor da pele. Os argumentos dos que defendem as cotas são por demais conhecidos, alegando que se deve abrir oportunidade a todas as “minorias”.
Na verdade, a melhor solução seria investir na qualidade do ensino, oferecendo boas condições a todos, seja ao estudante da escola pública ou da particular. Ouço por aí a falácia de que o ensino no Brasil segue às mil maravilhas; na verdade, quando se discute educação quase sempre o foco cinge-se tão somente no aumento salarial dos professores e na expansão da parte física das escolas. Afastam-se do cerne da questão - o próprio ensino. É preciso adotar a meritocracia, valorizando os bons, o que estimularia os mais fracos através dos exemplos reconhecidos. A polí-tica é aprovar a qualquer custo para fazer números, seja o aluno medíocre ou não, seguindo o mesmo caminho do serviço público, onde não importa quem trabalha e produza, o salário do final do mês será o mesmo tanto para o relapso quanto para o competente.
O senador Cristovam Buarque é autor de um projeto cuja proposta é fazer com que todos os polí-ticos eleitos - vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e o presidente - matriculem obrigatoriamente os seus filhos em escolas públicas, sob pena de perderem o man-dato. No Reino Unido e Cingapura os representantes nem ousam colocar seus rebentos em escola particular; isso ofenderia os eleitores. Essa é uma ótima ideia, embora haja quem diga que tal obrigação fere a liberdade do político. Como argumenta o próprio Cristovam, “todo cidadão é livre para não ser candidato. Se ele opta pela vida pública, deve assumir obrigações”.
Na carona da proposta do senador, talvez fosse interessante proibir o voto de analfabeto (hoje é facultativo), o que incentivaria os políticos a priorizar a alfabetização. Também não seria má ideia obrigá-los a se tornarem pacientes somente de hospitais públicos; e que só se locomovessem através de transporte coletivo. Você tem dúvida de que tais serviços melhorariam?
Dia desses, durante a inauguração de uma unidade de pronto atendimento, em Paulista, região metropolitana do Recife-PE, o presidente Lula disse, em tom hipócrita, que as instalações estavam tão organizadas e bem cuidadas que dava até vontade de ficar doente, só para ser atendido ali. Caiu um raio em sua cabeça e ele sofreu uma crise de hipertensão no mesmo dia. Seguiu direto para o Real Hospital Português (instituição privada), na capital, afinal ele bem sabe qual o estado de nossa saúde, educação, segurança...
Dídimo Heleno é advogado.
E-mail: dibeleno@yahoo.com.br
A frase se tornou clichê, mas nem por isso menos precisa: “um exemplo vale mais do que mil palavras”. De fato, aquele velho costume do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” (outro clichê) não funciona, e ainda menos para quem tem a árdua tarefa de educar filhos.
No Brasil nem tudo funciona a contento. As universidades federais, por exemplo, que a princípio deveriam abrigar os menos favorecidos, estão repletas de endinheirados, basta dar uma espiada nos estacionamentos dessas instituições e verificar muitos carros de luxo, indicando o poder aquisitivo de grande parte dos estudantes. E isso se dá por uma simples razão: o ensino está falido. Quem tem um pouquinho mais de condições coloca o filho para estudar em colégio particular. Não que esses sejam um primor, são apenas menos ruins. Na hora do vestibular, a concorrência é desleal, já que o pobre disputa a vaga em franca desvantagem.
Penso que as cotas raciais não resolvem o problema, apenas aumentam a discriminação. Os beneficiários ficariam menos constrangidos se pudessem ingressar na universidade por mérito e não pela cor da pele. Os argumentos dos que defendem as cotas são por demais conhecidos, alegando que se deve abrir oportunidade a todas as “minorias”.
Na verdade, a melhor solução seria investir na qualidade do ensino, oferecendo boas condições a todos, seja ao estudante da escola pública ou da particular. Ouço por aí a falácia de que o ensino no Brasil segue às mil maravilhas; na verdade, quando se discute educação quase sempre o foco cinge-se tão somente no aumento salarial dos professores e na expansão da parte física das escolas. Afastam-se do cerne da questão - o próprio ensino. É preciso adotar a meritocracia, valorizando os bons, o que estimularia os mais fracos através dos exemplos reconhecidos. A polí-tica é aprovar a qualquer custo para fazer números, seja o aluno medíocre ou não, seguindo o mesmo caminho do serviço público, onde não importa quem trabalha e produza, o salário do final do mês será o mesmo tanto para o relapso quanto para o competente.
O senador Cristovam Buarque é autor de um projeto cuja proposta é fazer com que todos os polí-ticos eleitos - vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e o presidente - matriculem obrigatoriamente os seus filhos em escolas públicas, sob pena de perderem o man-dato. No Reino Unido e Cingapura os representantes nem ousam colocar seus rebentos em escola particular; isso ofenderia os eleitores. Essa é uma ótima ideia, embora haja quem diga que tal obrigação fere a liberdade do político. Como argumenta o próprio Cristovam, “todo cidadão é livre para não ser candidato. Se ele opta pela vida pública, deve assumir obrigações”.
Na carona da proposta do senador, talvez fosse interessante proibir o voto de analfabeto (hoje é facultativo), o que incentivaria os políticos a priorizar a alfabetização. Também não seria má ideia obrigá-los a se tornarem pacientes somente de hospitais públicos; e que só se locomovessem através de transporte coletivo. Você tem dúvida de que tais serviços melhorariam?
Dia desses, durante a inauguração de uma unidade de pronto atendimento, em Paulista, região metropolitana do Recife-PE, o presidente Lula disse, em tom hipócrita, que as instalações estavam tão organizadas e bem cuidadas que dava até vontade de ficar doente, só para ser atendido ali. Caiu um raio em sua cabeça e ele sofreu uma crise de hipertensão no mesmo dia. Seguiu direto para o Real Hospital Português (instituição privada), na capital, afinal ele bem sabe qual o estado de nossa saúde, educação, segurança...
domingo, 4 de abril de 2010
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM “MÍDIAS NA EDUCAÇÃO”
CURSISTA: Maria Aparecida Cavalcanti de Albuquerque.
TUTORA: Mirian Mirna Becker
PROGRAMA DE VARIEDADES
TEMA: CRIANÇA FELIZ SABE DOS SEUS DIREITOS E DEVERES!
O programa Criança feliz sabe dos seus direitos e deveres, tem a intenção de informar a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente para as crianças. Sua relevância no contexto social, político e cultural se dá, por transformar as dúvidas sobre o assunto, em conhecimento.
Cada programa apresentará um tema determinante. O programa de hoje trará como foco: FUJA DA VIOLÊNCIA!
A duração será de 20 minutos, onde dois locutores farão o áudio.
I - ROTEIRO DO PROGRAMA
Vinheta de abertura.
LOC 1- Olá crianças, sou o Fábio. O nosso programa vai orientá-los a dizer não a violência. Por isso, nosso tema é FUJA DA VIOLÊNCIA!
LOC 2 – Olá, sou a Fernanda. Sabe por que você deve fugir da violência?
LOC 1 – Não? Então, saiba que ela existe desde o tempo da pré-história. A séculos os homens lutavam contra a natureza e os animais para sobreviver e até para defender suas terras.
LOC 2 – É verdade Fábio. E hoje essa violência continua.
É a poluição, agressões, miséria, acidentes, roubos, estresse. Nossa! A violência é horrível! E quando acontece na escola é pior ainda. Você deve evitar a agressão e também aprender a dizer não a um convite do tipo “vamos pegar aquele garoto na saída da escola?”Isso não é certo!
LOC 1 – E uma forma saudável de você não entrar nessa onda de violência que está acontecendo na escola, na rua e em casa, é cumprindo seus deveres de não agredir e conhecendo seus direitos de que não pode ser agredido.
Vinheta do quadro: Ouvinte fala!
LOC 2 – Fábio vamos ouvir a participação do nosso ouvinte.
LOC 1 - Vamos sim! Boa tarde, qual o seu nome?
OUVINTE – Meu nome é Israel.
LOC 2 - Tudo bem Israel? Pode fazer a sua pergunta.
OUVINTE – O que devo fazer se um aluno da escola vive me ameaçando, dizendo que vai me bater. Ou melhor, ele já me bateu uma vez. O menino me dá medo!
LOC 1 – Olha Israel, você tem uma lei que lhe ampara, o ECA.(Explicar a sigla). Primeiro fale com o professor ou a diretora, se a escola não tomar nenhuma providência, você deve conversar com os seus pais e se for preciso procurar órgãos competentes, como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA ou na Delegacia de Proteção, telefone (95) 3623 7135, onde você será ajudado.
Vinheta do ECA: artigo do dia.
LOC 2 – O artigo 227 diz que “É dever da família, da sociedade e do estado assegurar a criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida,a saúde, a alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, a dignidade, ao respeito, a liberdade e a convivência familiar e comunitária, além de colocá-las a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
LOC 1 – A violência deve ser eliminada do nosso meio. Portanto, façamos um mundo melhor.
Vinheta do quadro: Concurso Pintando o sete.
LOC 1 – No concurso Pintando o sete da semana passada, o ouvinte Marcos, de 9 anos, desenhou uma escola cheia de paz. Com amigos se abraçando, brincando. Uma paisagem exemplar. Quem quiser visitar a obra de arte desse pintor, visite a Escola São José, na rua Floriano Peixoto, 365, Centro da cidade de Boa Vista.
LOC 2- Se a sua escola quiser participar desse quadro, deve se inscrever ligando para o telefone 3240000 e conhecer o regulamento. O tema dessa semana é Como posso fugir da violência?
• O aluno deve fazer um desenho numa folha de papel oficio.
• O papel deve está intacto, sem manchas e sem sujeiras.
• Cada escola inscrita no concurso recebe a ficha de inscrição, portanto procure o diretor e participe.
• A premiação é uma coleção de livros paradidáticos que tem como tema de leitura os direitos e deveres da criança e do adolescente.
• O programa sorteia uma escola por semana para participar do programa.
LOC 2 – Vamos fazer o sorteio. Vamos vê: A sorteada hoje foi a Escola Municipal Frei Artur. Boa sorte, crianças!
LOC 1- Que tal uma música agora? Vamos ouvir Saiba de Arnaldo Antunes, que fala de igualdade entre as pessoas.
Vinheta do quadro música
LOC 2 – Espero que o programa tenha lhe ajudado a dizer não a violência. Tchau!
LOC 1 – Tenham todos uma boa tarde e até o próximo programa.
Vinheta do término do programa.
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM “MÍDIAS NA EDUCAÇÃO”
CURSISTA: Maria Aparecida Cavalcanti de Albuquerque.
TUTORA: Mirian Mirna Becker
PROGRAMA DE VARIEDADES
TEMA: CRIANÇA FELIZ SABE DOS SEUS DIREITOS E DEVERES!
O programa Criança feliz sabe dos seus direitos e deveres, tem a intenção de informar a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente para as crianças. Sua relevância no contexto social, político e cultural se dá, por transformar as dúvidas sobre o assunto, em conhecimento.
Cada programa apresentará um tema determinante. O programa de hoje trará como foco: FUJA DA VIOLÊNCIA!
A duração será de 20 minutos, onde dois locutores farão o áudio.
I - ROTEIRO DO PROGRAMA
Vinheta de abertura.
LOC 1- Olá crianças, sou o Fábio. O nosso programa vai orientá-los a dizer não a violência. Por isso, nosso tema é FUJA DA VIOLÊNCIA!
LOC 2 – Olá, sou a Fernanda. Sabe por que você deve fugir da violência?
LOC 1 – Não? Então, saiba que ela existe desde o tempo da pré-história. A séculos os homens lutavam contra a natureza e os animais para sobreviver e até para defender suas terras.
LOC 2 – É verdade Fábio. E hoje essa violência continua.
É a poluição, agressões, miséria, acidentes, roubos, estresse. Nossa! A violência é horrível! E quando acontece na escola é pior ainda. Você deve evitar a agressão e também aprender a dizer não a um convite do tipo “vamos pegar aquele garoto na saída da escola?”Isso não é certo!
LOC 1 – E uma forma saudável de você não entrar nessa onda de violência que está acontecendo na escola, na rua e em casa, é cumprindo seus deveres de não agredir e conhecendo seus direitos de que não pode ser agredido.
Vinheta do quadro: Ouvinte fala!
LOC 2 – Fábio vamos ouvir a participação do nosso ouvinte.
LOC 1 - Vamos sim! Boa tarde, qual o seu nome?
OUVINTE – Meu nome é Israel.
LOC 2 - Tudo bem Israel? Pode fazer a sua pergunta.
OUVINTE – O que devo fazer se um aluno da escola vive me ameaçando, dizendo que vai me bater. Ou melhor, ele já me bateu uma vez. O menino me dá medo!
LOC 1 – Olha Israel, você tem uma lei que lhe ampara, o ECA.(Explicar a sigla). Primeiro fale com o professor ou a diretora, se a escola não tomar nenhuma providência, você deve conversar com os seus pais e se for preciso procurar órgãos competentes, como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA ou na Delegacia de Proteção, telefone (95) 3623 7135, onde você será ajudado.
Vinheta do ECA: artigo do dia.
LOC 2 – O artigo 227 diz que “É dever da família, da sociedade e do estado assegurar a criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida,a saúde, a alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, a dignidade, ao respeito, a liberdade e a convivência familiar e comunitária, além de colocá-las a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
LOC 1 – A violência deve ser eliminada do nosso meio. Portanto, façamos um mundo melhor.
Vinheta do quadro: Concurso Pintando o sete.
LOC 1 – No concurso Pintando o sete da semana passada, o ouvinte Marcos, de 9 anos, desenhou uma escola cheia de paz. Com amigos se abraçando, brincando. Uma paisagem exemplar. Quem quiser visitar a obra de arte desse pintor, visite a Escola São José, na rua Floriano Peixoto, 365, Centro da cidade de Boa Vista.
LOC 2- Se a sua escola quiser participar desse quadro, deve se inscrever ligando para o telefone 3240000 e conhecer o regulamento. O tema dessa semana é Como posso fugir da violência?
• O aluno deve fazer um desenho numa folha de papel oficio.
• O papel deve está intacto, sem manchas e sem sujeiras.
• Cada escola inscrita no concurso recebe a ficha de inscrição, portanto procure o diretor e participe.
• A premiação é uma coleção de livros paradidáticos que tem como tema de leitura os direitos e deveres da criança e do adolescente.
• O programa sorteia uma escola por semana para participar do programa.
LOC 2 – Vamos fazer o sorteio. Vamos vê: A sorteada hoje foi a Escola Municipal Frei Artur. Boa sorte, crianças!
LOC 1- Que tal uma música agora? Vamos ouvir Saiba de Arnaldo Antunes, que fala de igualdade entre as pessoas.
Vinheta do quadro música
LOC 2 – Espero que o programa tenha lhe ajudado a dizer não a violência. Tchau!
LOC 1 – Tenham todos uma boa tarde e até o próximo programa.
Vinheta do término do programa.
A Quem Educa...
Educa quem educará. E quem aprender a perder. Quem, ou cuja obra, permanecer muito depois do momento de educar. Educará quem for capaz de dar no presente, com decisão, coragem e sem culpas, tudo o que no futuro fizer lembrar - ainda que com dor mas se possível com muita alegria - o momento da educação.
Educar é perder sempre as batalhas do imediato. Menos o amor de quem percebe o quanto ele preside o gesto do educador. É perder qualquer pretensão do reconhecimento e saber que quando ele vier - se vier - já tempo não haverá para receber o agasalho de sua manifestação, nem como reparar as injustiças feitas, o silêncio, a falta do "muito obrigado". É perder porque é aceitar perdurar apenas na lembrança. É perder porque em qualquer sistema, em qualquer estrutura, em qualquer institucionalização de qualquer coisa sobre a face da terra, o verdadeiro educador estará ameaçando algo até mesmo tudo aquilo em que ele próprio acredita, porque o verdadeiro educador é aquele que acompanha as mutações da vida, dos tempos, dos comportamentos. É quem logo vê o abismo de imperfeições implícito no seu próprio ato de educar. Porque educar é educar-se a cada dia. E é ser capaz de eqüidistância de esquemas, sistemas ou fórmulas infalíveis e donas da verdade última das coisas.
Eu educo hoje com valores que recebi ontem para pessoas que são o amanhã. Os valores de ontem, os conheço. Os de hoje, percebo alguns. Dos de amanhã, não sei. Educo com os de ontem (os da minha formação)? Perderei os hojes e os amanhãs. Educo com os de hoje? Perderei o que havia de sólido nos de ontem e nada farei pelos de amanhã, que já serão outros. Educo com os de amanhã? Em nome do que? De adivinhações? Da minha precária maneira de conceber um amanha?
Se só uso os de ontem, não educo: condiciono. Se só uso os de hoje, não educo: complico. Se só uso os de amanhã, não educo: faço experiências à custa das crianças. Se uso os três, sofro. Mas educo.
Por isso educar é perder sem perder-se. Sempre. É ameaçar o estabelecido. Sempre. Mas é tudo isso sendo, também, integrar. Viver as perplexidades das mutações; conviver honradamente com angústias e incertezas; ir dormir cravado de dúvidas, mas ter sensibilidade para distinguir o que muda do que é apenas efêmero, o que é permanente do que é retardatário. É dormir assim e acordar no dia seguinte renovado pelo trabalho interior e poder devolver ao aluno,ao filho, a segurança, a fé, a confiança; formas éticas de comportamento, seu verdadeiro sentido de independência e de liberdade, seus deveres sociais consigo mesmo, com o próximo e com a sociedade, a parte que lhe cabe no esforço comum.
Educa quem educará. Quem for capaz de fundir ontens, hojes e amanhãs, transformando-os num presente onde o amor e o livre arbítrio sejam as bases. Educa quem educará porque capaz de dotar os seres dos elementos de interpretação dos vários 'presentes" que lhes surgirão repletos de "passados" e de "futuros".
O ser humano não é naturalmente bom nem é naturalmente mau. O ser humano é um feixe de emoções em conflitos, de poderes em confronto. Mas há alicerces básicos em seu comportamento, comuns a qualquer latitude ou longitude do terráqueo. Educa quem os fortalece, quem é capaz de dar proteínas, vigor e confiança ao lado humano do amor, mais forte que o do ódio, tanto que permite a vida do homem sobre a face da terra. E só quem educa transforma, por mais que as pessoas se iludam com o resto.
Educa a velha professora de quem nos lembramos, sabe Deus porque milênios depois num momento em que sua lembrança não tinha razões aparentes para vir à tona, como o velho tio, o amigo, o pai e mãe que voltam do passado com aquele olhar, aquela observação sobre a vida, à época julgados absurdo por nós. Educa aquele que só entendemos muitos anos depois e quando entendemos o espírito se liberta de antiga pressão, também chamada de remorso enrustido.
Educa o que nos exigiu forças que nos julgávamos desprovidos. Esforços de que nos acreditávamos incapazes. Confrontos conosco mesmos de que tanto fugimos e tantas desculpas menores encontramos para nos defrontar. Educa quem integra sempre e sempre pedaços de uma realidade eternamente mais ampla do que nós. E só quem educa, em qualquer nível ou atividade, merece viver integralmente as paradoxais intensidades de que é feita a vida.
Artur da Távola - Mevitevendo
Educa quem educará. E quem aprender a perder. Quem, ou cuja obra, permanecer muito depois do momento de educar. Educará quem for capaz de dar no presente, com decisão, coragem e sem culpas, tudo o que no futuro fizer lembrar - ainda que com dor mas se possível com muita alegria - o momento da educação.
Educar é perder sempre as batalhas do imediato. Menos o amor de quem percebe o quanto ele preside o gesto do educador. É perder qualquer pretensão do reconhecimento e saber que quando ele vier - se vier - já tempo não haverá para receber o agasalho de sua manifestação, nem como reparar as injustiças feitas, o silêncio, a falta do "muito obrigado". É perder porque é aceitar perdurar apenas na lembrança. É perder porque em qualquer sistema, em qualquer estrutura, em qualquer institucionalização de qualquer coisa sobre a face da terra, o verdadeiro educador estará ameaçando algo até mesmo tudo aquilo em que ele próprio acredita, porque o verdadeiro educador é aquele que acompanha as mutações da vida, dos tempos, dos comportamentos. É quem logo vê o abismo de imperfeições implícito no seu próprio ato de educar. Porque educar é educar-se a cada dia. E é ser capaz de eqüidistância de esquemas, sistemas ou fórmulas infalíveis e donas da verdade última das coisas.
Eu educo hoje com valores que recebi ontem para pessoas que são o amanhã. Os valores de ontem, os conheço. Os de hoje, percebo alguns. Dos de amanhã, não sei. Educo com os de ontem (os da minha formação)? Perderei os hojes e os amanhãs. Educo com os de hoje? Perderei o que havia de sólido nos de ontem e nada farei pelos de amanhã, que já serão outros. Educo com os de amanhã? Em nome do que? De adivinhações? Da minha precária maneira de conceber um amanha?
Se só uso os de ontem, não educo: condiciono. Se só uso os de hoje, não educo: complico. Se só uso os de amanhã, não educo: faço experiências à custa das crianças. Se uso os três, sofro. Mas educo.
Por isso educar é perder sem perder-se. Sempre. É ameaçar o estabelecido. Sempre. Mas é tudo isso sendo, também, integrar. Viver as perplexidades das mutações; conviver honradamente com angústias e incertezas; ir dormir cravado de dúvidas, mas ter sensibilidade para distinguir o que muda do que é apenas efêmero, o que é permanente do que é retardatário. É dormir assim e acordar no dia seguinte renovado pelo trabalho interior e poder devolver ao aluno,ao filho, a segurança, a fé, a confiança; formas éticas de comportamento, seu verdadeiro sentido de independência e de liberdade, seus deveres sociais consigo mesmo, com o próximo e com a sociedade, a parte que lhe cabe no esforço comum.
Educa quem educará. Quem for capaz de fundir ontens, hojes e amanhãs, transformando-os num presente onde o amor e o livre arbítrio sejam as bases. Educa quem educará porque capaz de dotar os seres dos elementos de interpretação dos vários 'presentes" que lhes surgirão repletos de "passados" e de "futuros".
O ser humano não é naturalmente bom nem é naturalmente mau. O ser humano é um feixe de emoções em conflitos, de poderes em confronto. Mas há alicerces básicos em seu comportamento, comuns a qualquer latitude ou longitude do terráqueo. Educa quem os fortalece, quem é capaz de dar proteínas, vigor e confiança ao lado humano do amor, mais forte que o do ódio, tanto que permite a vida do homem sobre a face da terra. E só quem educa transforma, por mais que as pessoas se iludam com o resto.
Educa a velha professora de quem nos lembramos, sabe Deus porque milênios depois num momento em que sua lembrança não tinha razões aparentes para vir à tona, como o velho tio, o amigo, o pai e mãe que voltam do passado com aquele olhar, aquela observação sobre a vida, à época julgados absurdo por nós. Educa aquele que só entendemos muitos anos depois e quando entendemos o espírito se liberta de antiga pressão, também chamada de remorso enrustido.
Educa o que nos exigiu forças que nos julgávamos desprovidos. Esforços de que nos acreditávamos incapazes. Confrontos conosco mesmos de que tanto fugimos e tantas desculpas menores encontramos para nos defrontar. Educa quem integra sempre e sempre pedaços de uma realidade eternamente mais ampla do que nós. E só quem educa, em qualquer nível ou atividade, merece viver integralmente as paradoxais intensidades de que é feita a vida.
Artur da Távola - Mevitevendo
Assinar:
Comentários (Atom)