quinta-feira, 28 de outubro de 2010



FEIRA DE CIÊNCIAS
Luta pela educação de qualidade.

Freire diz que somos “seres inconclusivos”. Creio que essa seja a máxima para planejarmos as aulas a partir do que o aluno conhece na sua finitude.
O costume, a cultura e o conhecimento informal são ricos e geralmente banhados de curiosidades. Então, por que não atender aos apelos curiosos dos alunos? A sala de aula não é algo solto da vivência do mesmo.
Planejar a partir de uma problemática ou de uma pergunta que surgiu do conteúdo que está sendo dado na disciplina só enriquece a aula. “Inovar é preciso”, ensina Moran. Mas para isso o docente precisa se dispor a motivar as aulas, ler bastante, acompanhar os acontecimentos sociais, científicos, culturais, econômicos e políticos. Não ser um alienado e pensar no estudante como cidadão.
Dentro desse contexto há de se pensar na comunidade escolar. Quem somos e o que queremos? Como o ensino pode envolver a participação da família? Um ensino voltado para o social e para os meios de comunicação social é importante. Belloni (2001) esclarece que “enquanto a família, a classe social, o bairro, e às vezes a religião são fatores de diferenciação das crianças, a escola e a mídia funcionam como fatores de unificação”.
Professores, coordenadores pedagógicos e comunidade escolar precisam estar atentos para a realidade que nos cerca. A sala de aula pode libertar o aluno ou condená-lo a mesmice, mas isso depende de cada um que com humildade se dispõe a encarar o ensino e a aprendizagem como algo sério. O papel do professor é indispensável para acontecer a qualidade tão sonhada na educação, mas ele não caminha sozinho. A responsabilidade é de todos, governo e sociedade.
Que façamos o melhor para que a pessoa humana que está na sala de aula não seja a vítima desse descaso. Sejamos enquanto funcionários da educação, agentes de transformação do lugar em que vivemos.


REFERÊNCIAS


BELLONI, Maria Luiza. O que é mídia-educação. Polêmicas do nosso tempo. Campinas, SP: Autores Associados, 2001.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 6 ed.Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

MORAN, José Manuel (org). Novas tecnologias e mediação pedagógica. 8 ed. Campinas, São Paulo: 2004.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Diga não ao Bullyng!

No sábado, dia 4 de setembro de 2010, a Escola Estadual São José, fez seu desfile cívico com um tema que é debate nas salas de aula, o Bullyng.
Segundo a Revista Brasil, Bullyng é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
Ele acontece na escola, na família, nas instituições públicas e particulares, e geralmente o agressor se sente superior a vítima. Agride de forma verbal ou física.
A escola como local de formação humana e social não pode aceitar essas atitudes por parte dos alunos, então deve trazer para sala de aula e comunidade escolar o debate aberto sobre o tema. Uma criança ou jovem vítima de bullyng se tornará um adulto cheio de problemas, de acordo com o sociólogo Orson Camargo.
Achei relevante a caminhada pela paz realizada pela Escola São José. Com isso,a instituição mostrou que a Semana da Pátria se dá com a construção de um país melhor, mais humanizado e sem violência.
Portanto, professores e alunos DIGAM NÃO AO BULLYNG! E lembrem-se, o Código Civil deixa claro que toda pessoa que sofrer atos ilícitos (agressões, maus-tratos) deve recorrer a justiça. Façamos a nossa parte por um mundo melhor!

Fonte: http://www.brasilescola.com/sociologia/bullying.htm.

sábado, 12 de junho de 2010

O teatro na sala de aula faz com que os alunos fiquem mais extrovertidos, saibam opinar sobre as ideias propostas e se divirtam aprendendo. É muito dinâmico!
Incentiva a escrita e a leitura. O lema central do teatro está baseado no tema geral da Escola São José no ano de 2010:Fraternidade e Economia-“Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).(Campanha da Fraternidade 2010).




terça-feira, 8 de junho de 2010



"A leitura é o guia turístico da sua imaginação", disse o Miguel. Concordo, pois não há viagem mais completa para o conhecimento do que essa. A leitura é a liberdade intelectual do homem.
Leitura é fundamental!!!


O aluno Miguel da 4ª 7 teve o seu desenho escolhido no Concurso do Festival de Leitura 2010. Parabéns!!!!!


Professora Neida Magalhães na Escola Estadual São José desde 1988.

domingo, 6 de junho de 2010

HISTÓRIAS E PESSOAS


A professora Rosália falou de sua trajetória na escola e relatou que os computadores doados pela Receita Federal em 1996 foi um incentivo para a escola trabalhar com novas mídias. Disse também que os pés de ficus que tem na escola foram plantados pelos funcionários Emano e Eduardo. Isso é o máximo!


Essa camiseta foi uma forma de valorizarmos o trabalho manual do pintor e criador de ideias. No caso, fui eu que pintei a minha camiseta!


A professora Luciana é mãe do aluno Gabriel da 6ª série e está presente em todos os eventos da escola. Parabéns Luciana, pois família e escola juntas constroem uma sociedade mais humanizada.
Danças típicas da festa junina- Quadrilhas (Anarriê!!!)





PAÍSES QUE ESTARÃO NA COPA 2010










Arraial do Zezão na Copa do Mundo 2010

O arraial da Escola Estadual São José teve como tema a Copa do Mundo 2010.
Esse tema surgiu com Projeto Folclórico que busca divulgar os costumes de outros povos e ajudar o aluno a aceitar as diferenças. A pluralidade cultural aqui divulgada permite ao docente e funcionários em geral aprender a valorizar o novo (crença, alimentação, vestimentas, linguajar) de outras raças e etnias .
Os trabalhos expostos nos murais partiram de uma pesquisa e foram desenvolvidos na sala de aula pelos professores conselheiros das turmas. O clima de Copa do Mundo tomou conta da escola mostrando que somos culturalmente envolvidos com o futebol nacional. Portanto, o verde e amarelo invadiu a festa, pois todas as danças apresentadas no arraial tinham nossa história e origem.
A alegria e o trabalho pedagógico nos envolveu, mas como diz Paulo Freire “a alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.”Por isso povo do São José, vamos dançar xote e quadrilha, assistir o casamento matuto, comer canjica, pamonha, fazer adivinhação e aprender a valorizar os nossos costumes.
E dentro desse contexto, vamos resgatar a paixão nacional tão presente na Copa do Mundo pela luta de um país mais humano e fraterno. Que a bandeira verde e amarela tão amada em tempos de festa futebolística nos sirva para aprendermos a votar certo e a agir com cidadania.

domingo, 30 de maio de 2010

Amigos da Escola:Escolas destacam patrimônio histórico de Boa Vista

O 4° e último Dia Temático do projeto Amigos da Escola que tem como tema a Educação Ambiental, destacou o patrimônio histórico de Boa Vista e sua importância para a sociedade. A sede das atividades foi a Escola Estadual São José, que possui 86 anos de existência e também é considerada um patrimônio histórico.

Estiveram presentes na abertura do evento as secretárias adjuntas da Secretaria de Educação, Cultura e Desportos – SECD, Alda Amorim (Educação Básica) e Betânia Avelino (Gestão do Sistema Educacional), além de técnicos da SECD, pais, professores, gestores e alunos. Na programação, teve apresentação do coral “Meninas Cantoras”, (formado por alunas da rede estadual de ensino), da dança “Alegria de brincar” com alunos da escola São José e um city tour pelos prédios mais antigos da cidade.“O mais importante desse projeto é a integração entre as unidades de ensino e comunidade, além da valorização do voluntariado, que tanto contribui para o desenvolvimento da educação”, disse Alda Amorim.No city tour, os alunos visitaram os prédios da Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo, Intendência, Prelazia e o prédio que funcionava o bar Meu Cantinho, que foi a primeira fazenda de Boa Vista. “Esta é uma oportunidade para aprofundarmos a discussão desses temas, que são desenvolvidos e trabalhados ao longo do ano, além de ser uma chance para trabalharmos a importância da preservação dos nossos patrimônios históricos”, disse Sandra Helena, gestora da escola São José. Os alunos aprovaram a programação do projeto. “O city tour foi muito interessante porque nós conhecemos muitos prédios e aprendemos sobre o passado”, disse Wiliane Lopes, que estuda na 6ª série da Escola Lobo D’Almada.
“Eu gosto dessas atividades porque as aulas teóricas na sala cansam um pouco. É bom ter uma aula diferente”, disse Anete Amélia, também aluna da 6ª série da mesma escola.

Amigos da Escola - É um projeto criado pela Rede Globo que tem o objetivo de contribuir com o fortalecimento da escola pública de educação básica por meio do trabalho voluntário e da ação solidária. Os trabalhos são realizados em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de instituições e empresas comprometidas com a educação de qualidade para todos.
O objetivo é incentivar a participação de voluntários como alunos, professores, diretores e funcionários no desenvolvimento de ações e de cidadania em benefício dos alunos, da própria escola e seus profissionais e da comunidade.

Os interessados podem se inscrever em uma das escolas cadastradas. Em Boa Vista, existem 90 voluntários, que atuam nas áreas de esporte, arte, lazer, inclusão social, digital e entretenimento. Em Roraima, o Projeto Amigos da Escola tem parceria da Secretaria de Estado da Educação.

FONTE:SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E DESPORTOS
Praça do Centro Cívico, 471 – Centro – CEP: 69.301-380 - Boa Vista - RR
Fones: (95) 2121-9800 / ASCOM: 2121-9812

sábado, 29 de maio de 2010



Para alegrar os corações.
Esse poema de Vinicius foi escolhido pelos alunos para recitar. É uma música, mas a leitura do mesmo nos encanta.
Ele fez parte do painel Literatura- 4ªsérie 7.

A literatura pulou das páginas para algo mais concreto, e Chapeuzinho Vermelho se misturou com Cinderela "descalça", é possível?Que loucura doce de se vê! Os alunos vão além do que podemos imaginar! Parabéns pessoal!


Não era carnaval, e daí? A bruxa, a princesa e o lutador de karatê estavam lá nas páginas da interpretação.Na história uma mistura de contemporaneidade e passado.Valeu!






A poesia nos invadiu na sala de aula. Então resolvemos fazer uma manhã de recital. Foi Drummond, Fernando Pessoa, Cecília Meireles, Severino Cavalcanti e muito mais. Um delícia literária!

domingo, 11 de abril de 2010

Estamos com fome de amor...
(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)

O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,
sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
Educação e exemplo

Dídimo Heleno é advogado.
E-mail: dibeleno@yahoo.com.br

A frase se tornou clichê, mas nem por isso menos precisa: “um exemplo vale mais do que mil palavras”. De fato, aquele velho costume do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” (outro clichê) não funciona, e ainda menos para quem tem a árdua tarefa de educar filhos.
No Brasil nem tudo funciona a contento. As universidades federais, por exemplo, que a princípio deveriam abrigar os menos favorecidos, estão repletas de endinheirados, basta dar uma espiada nos estacionamentos dessas instituições e verificar muitos carros de luxo, indicando o poder aquisitivo de grande parte dos estudantes. E isso se dá por uma simples razão: o ensino está falido. Quem tem um pouquinho mais de condições coloca o filho para estudar em colégio particular. Não que esses sejam um primor, são apenas menos ruins. Na hora do vestibular, a concorrência é desleal, já que o pobre disputa a vaga em franca desvantagem.
Penso que as cotas raciais não resolvem o problema, apenas aumentam a discriminação. Os beneficiários ficariam menos constrangidos se pudessem ingressar na universidade por mérito e não pela cor da pele. Os argumentos dos que defendem as cotas são por demais conhecidos, alegando que se deve abrir oportunidade a todas as “minorias”.
Na verdade, a melhor solução seria investir na qualidade do ensino, oferecendo boas condições a todos, seja ao estudante da escola pública ou da particular. Ouço por aí a falácia de que o ensino no Brasil segue às mil maravilhas; na verdade, quando se discute educação quase sempre o foco cinge-se tão somente no aumento salarial dos professores e na expansão da parte física das escolas. Afastam-se do cerne da questão - o próprio ensino. É preciso adotar a meritocracia, valorizando os bons, o que estimularia os mais fracos através dos exemplos reconhecidos. A polí-tica é aprovar a qualquer custo para fazer números, seja o aluno medíocre ou não, seguindo o mesmo caminho do serviço público, onde não importa quem trabalha e produza, o salário do final do mês será o mesmo tanto para o relapso quanto para o competente.
O senador Cristovam Buarque é autor de um projeto cuja proposta é fazer com que todos os polí-ticos eleitos - vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e o presidente - matriculem obrigatoriamente os seus filhos em escolas públicas, sob pena de perderem o man-dato. No Reino Unido e Cingapura os representantes nem ousam colocar seus rebentos em escola particular; isso ofenderia os eleitores. Essa é uma ótima ideia, embora haja quem diga que tal obrigação fere a liberdade do político. Como argumenta o próprio Cristovam, “todo cidadão é livre para não ser candidato. Se ele opta pela vida pública, deve assumir obrigações”.
Na carona da proposta do senador, talvez fosse interessante proibir o voto de analfabeto (hoje é facultativo), o que incentivaria os políticos a priorizar a alfabetização. Também não seria má ideia obrigá-los a se tornarem pacientes somente de hospitais públicos; e que só se locomovessem através de transporte coletivo. Você tem dúvida de que tais serviços melhorariam?
Dia desses, durante a inauguração de uma unidade de pronto atendimento, em Paulista, região metropolitana do Recife-PE, o presidente Lula disse, em tom hipócrita, que as instalações estavam tão organizadas e bem cuidadas que dava até vontade de ficar doente, só para ser atendido ali. Caiu um raio em sua cabeça e ele sofreu uma crise de hipertensão no mesmo dia. Seguiu direto para o Real Hospital Português (instituição privada), na capital, afinal ele bem sabe qual o estado de nossa saúde, educação, segurança...

domingo, 4 de abril de 2010

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA EM “MÍDIAS NA EDUCAÇÃO”

CURSISTA: Maria Aparecida Cavalcanti de Albuquerque.
TUTORA: Mirian Mirna Becker

PROGRAMA DE VARIEDADES
TEMA: CRIANÇA FELIZ SABE DOS SEUS DIREITOS E DEVERES!

O programa Criança feliz sabe dos seus direitos e deveres, tem a intenção de informar a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente para as crianças. Sua relevância no contexto social, político e cultural se dá, por transformar as dúvidas sobre o assunto, em conhecimento.
Cada programa apresentará um tema determinante. O programa de hoje trará como foco: FUJA DA VIOLÊNCIA!
A duração será de 20 minutos, onde dois locutores farão o áudio.

I - ROTEIRO DO PROGRAMA

Vinheta de abertura.

LOC 1- Olá crianças, sou o Fábio. O nosso programa vai orientá-los a dizer não a violência. Por isso, nosso tema é FUJA DA VIOLÊNCIA!
LOC 2 – Olá, sou a Fernanda. Sabe por que você deve fugir da violência?
LOC 1 – Não? Então, saiba que ela existe desde o tempo da pré-história. A séculos os homens lutavam contra a natureza e os animais para sobreviver e até para defender suas terras.
LOC 2 – É verdade Fábio. E hoje essa violência continua.
É a poluição, agressões, miséria, acidentes, roubos, estresse. Nossa! A violência é horrível! E quando acontece na escola é pior ainda. Você deve evitar a agressão e também aprender a dizer não a um convite do tipo “vamos pegar aquele garoto na saída da escola?”Isso não é certo!
LOC 1 – E uma forma saudável de você não entrar nessa onda de violência que está acontecendo na escola, na rua e em casa, é cumprindo seus deveres de não agredir e conhecendo seus direitos de que não pode ser agredido.

Vinheta do quadro: Ouvinte fala!

LOC 2 – Fábio vamos ouvir a participação do nosso ouvinte.
LOC 1 - Vamos sim! Boa tarde, qual o seu nome?
OUVINTE – Meu nome é Israel.
LOC 2 - Tudo bem Israel? Pode fazer a sua pergunta.
OUVINTE – O que devo fazer se um aluno da escola vive me ameaçando, dizendo que vai me bater. Ou melhor, ele já me bateu uma vez. O menino me dá medo!
LOC 1 – Olha Israel, você tem uma lei que lhe ampara, o ECA.(Explicar a sigla). Primeiro fale com o professor ou a diretora, se a escola não tomar nenhuma providência, você deve conversar com os seus pais e se for preciso procurar órgãos competentes, como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA ou na Delegacia de Proteção, telefone (95) 3623 7135, onde você será ajudado.

Vinheta do ECA: artigo do dia.

LOC 2 – O artigo 227 diz que “É dever da família, da sociedade e do estado assegurar a criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida,a saúde, a alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, a dignidade, ao respeito, a liberdade e a convivência familiar e comunitária, além de colocá-las a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
LOC 1 – A violência deve ser eliminada do nosso meio. Portanto, façamos um mundo melhor.

Vinheta do quadro: Concurso Pintando o sete.

LOC 1 – No concurso Pintando o sete da semana passada, o ouvinte Marcos, de 9 anos, desenhou uma escola cheia de paz. Com amigos se abraçando, brincando. Uma paisagem exemplar. Quem quiser visitar a obra de arte desse pintor, visite a Escola São José, na rua Floriano Peixoto, 365, Centro da cidade de Boa Vista.
LOC 2- Se a sua escola quiser participar desse quadro, deve se inscrever ligando para o telefone 3240000 e conhecer o regulamento. O tema dessa semana é Como posso fugir da violência?
• O aluno deve fazer um desenho numa folha de papel oficio.
• O papel deve está intacto, sem manchas e sem sujeiras.
• Cada escola inscrita no concurso recebe a ficha de inscrição, portanto procure o diretor e participe.
• A premiação é uma coleção de livros paradidáticos que tem como tema de leitura os direitos e deveres da criança e do adolescente.
• O programa sorteia uma escola por semana para participar do programa.

LOC 2 – Vamos fazer o sorteio. Vamos vê: A sorteada hoje foi a Escola Municipal Frei Artur. Boa sorte, crianças!
LOC 1- Que tal uma música agora? Vamos ouvir Saiba de Arnaldo Antunes, que fala de igualdade entre as pessoas.

Vinheta do quadro música

LOC 2 – Espero que o programa tenha lhe ajudado a dizer não a violência. Tchau!
LOC 1 – Tenham todos uma boa tarde e até o próximo programa.

Vinheta do término do programa.
A Quem Educa...

Educa quem educará. E quem aprender a perder. Quem, ou cuja obra, permanecer muito depois do momento de educar. Educará quem for capaz de dar no presente, com decisão, coragem e sem culpas, tudo o que no futuro fizer lembrar - ainda que com dor mas se possível com muita alegria - o momento da educação.
Educar é perder sempre as batalhas do imediato. Menos o amor de quem percebe o quanto ele preside o gesto do educador. É perder qualquer pretensão do reconhecimento e saber que quando ele vier - se vier - já tempo não haverá para receber o agasalho de sua manifestação, nem como reparar as injustiças feitas, o silêncio, a falta do "muito obrigado". É perder porque é aceitar perdurar apenas na lembrança. É perder porque em qualquer sistema, em qualquer estrutura, em qualquer institucionalização de qualquer coisa sobre a face da terra, o verdadeiro educador estará ameaçando algo até mesmo tudo aquilo em que ele próprio acredita, porque o verdadeiro educador é aquele que acompanha as mutações da vida, dos tempos, dos comportamentos. É quem logo vê o abismo de imperfeições implícito no seu próprio ato de educar. Porque educar é educar-se a cada dia. E é ser capaz de eqüidistância de esquemas, sistemas ou fórmulas infalíveis e donas da verdade última das coisas.
Eu educo hoje com valores que recebi ontem para pessoas que são o amanhã. Os valores de ontem, os conheço. Os de hoje, percebo alguns. Dos de amanhã, não sei. Educo com os de ontem (os da minha formação)? Perderei os hojes e os amanhãs. Educo com os de hoje? Perderei o que havia de sólido nos de ontem e nada farei pelos de amanhã, que já serão outros. Educo com os de amanhã? Em nome do que? De adivinhações? Da minha precária maneira de conceber um amanha?
Se só uso os de ontem, não educo: condiciono. Se só uso os de hoje, não educo: complico. Se só uso os de amanhã, não educo: faço experiências à custa das crianças. Se uso os três, sofro. Mas educo.

Por isso educar é perder sem perder-se. Sempre. É ameaçar o estabelecido. Sempre. Mas é tudo isso sendo, também, integrar. Viver as perplexidades das mutações; conviver honradamente com angústias e incertezas; ir dormir cravado de dúvidas, mas ter sensibilidade para distinguir o que muda do que é apenas efêmero, o que é permanente do que é retardatário. É dormir assim e acordar no dia seguinte renovado pelo trabalho interior e poder devolver ao aluno,ao filho, a segurança, a fé, a confiança; formas éticas de comportamento, seu verdadeiro sentido de independência e de liberdade, seus deveres sociais consigo mesmo, com o próximo e com a sociedade, a parte que lhe cabe no esforço comum.
Educa quem educará. Quem for capaz de fundir ontens, hojes e amanhãs, transformando-os num presente onde o amor e o livre arbítrio sejam as bases. Educa quem educará porque capaz de dotar os seres dos elementos de interpretação dos vários 'presentes" que lhes surgirão repletos de "passados" e de "futuros".
O ser humano não é naturalmente bom nem é naturalmente mau. O ser humano é um feixe de emoções em conflitos, de poderes em confronto. Mas há alicerces básicos em seu comportamento, comuns a qualquer latitude ou longitude do terráqueo. Educa quem os fortalece, quem é capaz de dar proteínas, vigor e confiança ao lado humano do amor, mais forte que o do ódio, tanto que permite a vida do homem sobre a face da terra. E só quem educa transforma, por mais que as pessoas se iludam com o resto.
Educa a velha professora de quem nos lembramos, sabe Deus porque milênios depois num momento em que sua lembrança não tinha razões aparentes para vir à tona, como o velho tio, o amigo, o pai e mãe que voltam do passado com aquele olhar, aquela observação sobre a vida, à época julgados absurdo por nós. Educa aquele que só entendemos muitos anos depois e quando entendemos o espírito se liberta de antiga pressão, também chamada de remorso enrustido.

Educa o que nos exigiu forças que nos julgávamos desprovidos. Esforços de que nos acreditávamos incapazes. Confrontos conosco mesmos de que tanto fugimos e tantas desculpas menores encontramos para nos defrontar. Educa quem integra sempre e sempre pedaços de uma realidade eternamente mais ampla do que nós. E só quem educa, em qualquer nível ou atividade, merece viver integralmente as paradoxais intensidades de que é feita a vida.

Artur da Távola - Mevitevendo

sexta-feira, 12 de março de 2010

ELIAKIN RUFINO – Misto de escritor, poeta, filósofo, jornalista, professor e compositor, este caboclo metido a índio, além de escrever belíssimos poemas, produz e apresenta programas de rádio e televisão em Boa Vista, capital de Roraima, onde reside. Alguns livros de poesia publicados, alguns cds gravados, tem feito shows e participado de recitais e encontros poéticos em todos os estados brasileiros. Algumas de suas músicas foram gravadas por nomes consagrados da mpb e “Mosquito da Malária” levanta o público em suas apresentações. É poeta de destaque no Congresso Brasileiro de Poesia. Dos poetas brasileiros, é o que cumpre a maior jornada para chegar até Bento Gonçalves, onde seu jeito moleque, sempre sorrindo, tem um grande fã-clube.

50 VOLTAS AO REDOR DO SOL

© ELIAKIN RUFINO

50 voltas ao redor do sol
na cabine de comando
50 voltas e eu quero é mais
continuar girando
ao redor do sol

50 voltas ao redor do sol
só poesia na bagagem
eu vou cantando pela via-láctea
não tem volta essa viagem
ao redor do sol

planeta terra é minha nave-mãe
eu sou seu fã eu sou seu filho
o universo é minha aldeia mas
tenho toda a minha tribo
ao redor do sol
(...) Pois de tudo fica um pouco.
Fica um pouco de teu queixo
no queixo de tua filha.
De teu áspero silêncio
um pouco ficou, um pouco
nos muros zangados,
nas folhas, mudas, que sobem.
Ficou um pouco de tudo
no pires de porcelana,
dragão partido, flor branca,
ficou um pouco
de ruga na vossa testa,
retrato.
(...) E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória.
(Resíduo)

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Uma carta aos pais
Senhores pais...A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) e a Constituição Federal afirmam que a educação é dever do Estado e da família.Sabendo disso, aproveite o início do ano letivo para ir à escola. Conheça os professores do seu filho. Converse com eles. Ajude-os com informações que retornarão em forma de benefícios para seu filho.Se não queremos que seja necessário ajudar o serviço de inteligência da polícia amanhã, vamos ajudar o professor hoje, pois seu trabalho para ter êxito, também necessita de auxílio. E é mais do que óbvio afirmar que ninguém poderá ajudá-lo de forma mais eficaz do que os pais, pois ninguém conhece melhor os filhos do que os pais.O profissional da educação não é apenas o técnico formado e responsável pela educação formal do aluno. É também o ser humano que está atento e apto para ouvir, aconselhar, motivar e inclusive ser mediador entre o próprio aluno e a família, caso necessário. A polícia talvez nem tenha tempo, ou não possa fazer mais nada quando o problema chega em suas mãos.O processo de aprendizagem é algo complexo, e como tal, exige o esforço de todos os envolvidos, pois está relacionado não só a questões cognitivas, mas também emocionais e até socioeconômicas.Não espere chegar o final do ano para visitar a escola apenas para saber se o seu filho passou. É incrível, mas isso acontece todos os anos: muitos pais aparecem somente na última semana de aula porque o filho ficou de recuperação final, embora sabendo que é impossível recuperar em uma semana o que ele deixou de aproveitar durante o ano. E quem são esses pais? São justamente daqueles que deram mais trabalho na escola durante todo o ano.Se o seu filho é adolescente, sua atenção deve ser redobrada, embora ele entenda que não necessita da ajuda de ninguém. É uma fase traiçoeira, pois nela, o indivíduo não consegue prever consequências, muito menos projetar o futuro. Essa responsabilidade cabe principalmente aos pais.Portanto, não espere para ajudar a polícia no futuro, ajude o professor não só agora, mas durante todo o ano, sempre encarando a educação do seu filho com muita responsabilidade, pois, embora exija muito esforço de todas as partes, ainda é o caminho mais curto e seguro para uma melhor qualidade de vida no futuro.

Professor Gileade Oliveira - Licenciado em Matemática pela UFRR - e em Pedagogia pela UERR - Pós-graduado em Orientação Educacional - e Docência do Ensino Superior pela UCAM – RJ - E-mail:gileadesousa @click21.com.br

Fonte: Jornal Folha de Boa Vista.

sábado, 20 de fevereiro de 2010


"São José a vós nosso amor

Sede nosso bom protetor

Aumentai o Nosso fervor..."
Professoras Rita e Luzia(sentada).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Reflexão!!!

PAULO FREIRE

"Ai de nós, educadores, se deixarmos de sonhar sonhos possíveis. Os profetas são aqueles ou aquelas que se molham de tal forma nas águas da cultura e da história, da cultura e da história de seu povo, que conhecem o seu aqui e o seu agora e, por isso, podem prever o amanhã que eles, mais do que adivinham, realizam."

" O sonho pelo qual brigo, exige que eu invente em mim a coragem de lutar ao lado da coragem de amar ".

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Centelha da natureza
[...]
Vi prolongado verão
Se abater sobre a terra
E vi na baixa e na serra
Só folhas secas no chão
As árvores sem condição
De resistir o calor
E o sol com seu furor
Fazendo as águas secar
Sem pão, sem água e sem lar
Vi sofrendo o pecador.
[...]
ALBUQUERQUE, Severino Cavalcanti de. Centelha da
natureza. Campina Grande: Editora UEPB, 2000, p. 5.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA
PRO-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM MÍDIAS NA EDUCAÇÃO

ALUNA: MARIA APARECIDA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE
PROFESSORA: MIRIAN BECKER

Inclusão na escola - um direito dos portadores de cegueira

Como diz o meu pai, o poeta paraibano Severino Cavalcanti de Albuquerque, que perdeu a visão há alguns anos, é “preciso ver com os olhos do coração”. Mas nós professores queremos que os nossos alunos especiais enxerguem com a alma e aprendam com o direito que lhes foi concedido pela Resolução CNE/CEB Nº 2, DE 11 de setembro de 2001 que instituiu Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica em consonância com o Decreto Nº 5296 de2004 , onde são categóricos em dizer que todo aluno deve está matriculado na escola.
De acordo com Mazzota, a luta dos deficientes visuais para terem seus direitos de cidadãos colocados em prática é histórica. Em 1854, com o Decreto Imperial Nº 1428, D.Pedro II fundou na cidade do Rio de Janeiro, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, uma homenagem ao portador dessa deficiência, o brasileiro José Álvares de Azevedo. Também temos o Instituto Benjamim Constant, (professor de Matemática atuante na luta pela escola para cegos) e homenageado com o nome do Instituto em 1891. Já em 1942, essa instituição editou em braille a Revista Brasileira para Cegos.
Outra conquista no país foi a Fundação para o Livro do Cego no Brasil – FLCB em 1946 que em 1990 passou a chamar-se Fundação Dorina Nowill para Cegos. Sabemos que nos anos anteriores essas fundações foram feitas para as classes burguesas, mas registram-se como os primeiros passos para que pudéssemos como sociedade fomentarmos a idéia de que todo povo brasileiro portador de necessidade especial tem direitos iguais. As instituições na atualidade mudaram, atendem jovens de todas as classes, mas nosso debate se dá na Inclusão desses cidadãos na Educação Básica.
No Brasil contemporâneo temos quase dez milhões de Deficientes Visuais, segundo a Radioagência Notícias do Planalto e que precisam de uma escola adequada para atendê-los, com uma educação de qualidade como exigem a própria LDB e a Constituição Federal de 1988. Mas fica-nos a preocupação, porque não basta acontecer na escola apenas a socialização e a inclusão, esses alunos precisam aprender a ler e escrever como todos os outros discentes, dominar a matemática e a interpretação, e tudo que diz respeito ao currículo, como bem afirmam a Declaração Mundial de Educação para Todos (Jomtien, Tailândia-1990) e a Declaração de Salamanca (Espanha-1994):“(...) capacidade de avaliar as necessidades especiais, de adaptar conteúdo do programa de estudo, de recorrer a ajuda da tecnologia, de individualizar os procedimentos pedagógicos para atender a um maior número de aptidões (...)”, e para que isso aconteça são necessários profissionais formados e com condições de trabalho coerentes com a lei, salários dignos e valorização.
Dentro desse contexto, vem as linguagens e códigos aplicáveis, como o Sistema Braille e os recursos humanos, que além de um professor preparado (atualizado), a escola tem que ter psicólogos e fonoaudiólogos. A parte física do prédio tem que ser adaptada, por exemplo, com rampas no lugar de escadas e com corrimão, entre outros. Outra questão é o preconceito que não deve existir. Um portador de necessidade especial é igual a todos nós, com sonhos, desejos, raiva, prazer, e deve ser tratado normal. Pedro Zurita afirma “(...) ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.”
Quanto a tecnologia, não basta ter os computadores “como marketing político” numa sala, é necessário que os programas sejam adicionados as aulas, como o Virtual Vision que tem sintetizador de voz, permitindo que o leitor possa ouvir a mensagem, usar o dicionário fonético, gravar a voz, e usar cada aplicativo disponível no sistema do Windows. Já no Linux é possível utilizar o KDE 4 e o MBROLA com versões mais atualizadas para os alunos portadores, segundo Monqueiro.
Os professores de sala de aula devem ler o que está no quadro para que as crianças que não enxergam ou que tem pouca visão possam ouvir o que está sendo explicado. Evitar termos como “isto ou aquilo”, e quadros com reflexos solar. Jamais o aluno deve ser excluído da educação física, o docente deve usar o próprio corpo da criança para orientá-la nas aulas.
Enfim, o Estado deve garantir a esse estudante transporte, atendimento médico, semáforos e vias apropriadas para ele chegar até a escola, pois quando falamos de educação estamos falando em cidadania e a aprendizagem não é um contexto separado da realidade que o cerca. A formação desses alunos vai além do muro da escola e os funcionários da instituição precisam está preparados para essa proposta.
Na Escola Estadual São José há um esforço muito grande dos professores para que os portadores de necessidades especiais sejam atendidos, pois já estão na escola e tem o direito de está ali como qualquer outro cidadão. Mas deixo o meu registro de indignação em nome do meu pai e de todos os estudantes que precisam de atendimento diferenciado, pois o sofrimento é grande nas salas de aula porque tudo que está exposto nesse texto são propostas legalizadas que não saem do papel por falta de compromisso dos representantes políticos e da burocracia das políticas públicas do Brasil. Nós professores somos muito cobrados, mas sem assistência. Damos tudo de nós para que de fato o ensino aconteça. O apoio é mínimo!
Pensar em educação é pensar no ser humano e esses devem ser respeitados como cidadãos!


Referências:

MAZZOTA, Marcos José Silveira. Educação Especial no Brasil. Histórias e Políticas Públicas. 3ªed. São Paulo: Cortez, 2001.
RadiogenciaNP.com.br. Debate: Deficientes Visuais no Brasil.São Paulo, 2010.
Pedro Zurita. Dicas de convivência com deficientes visuais.
http://www.guiadohardware.net/tutoriais/configurando-linux-deficientes-visuais/. Júlio César Bessa Monqueiro.
http://www. saci.org.br

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Nossa eterna orientadora Lúcia Girardi. Uma educadora exemplar!

Ex-diretora Lenir Veras. Tempos de muito debate e estudo. Sinto falta de um grupo de estudo!

Educar
Rubem Alves (*)

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta.
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande.
Ele fica mais rico interiormente...

E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria – que é a razão pela qual vivemos.

Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.

A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...

É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...

Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.

A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades... (**)

Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.

Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.

Os conhecimentos nos dão meios para viver. A sabedoria nos dá razões para viver.

Quero ensinar as crianças. Elas ainda têm olhos encantados.
Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.

Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.

Na escola, eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas eu esqueci. Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore, ou para o curioso das simetrias das folhas.

Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras do que com a realidade para a qual elas apontam.

As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.

Aprendemos palavras para melhorar os olhos.

As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem...
O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo,
e o mundo aparece refletido dentro da gente.

São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver.
Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida.

Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança, jamais será sábio.


(*) Rubem Alves nasceu em 15 de setembro de 1933 em Boa Esperança, Minas Gerais.
Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da UNICAMP. Tem três filhos e cinco netas.
Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.

Ama a simplicidade.
Ama a ociosidade criativa.
Ama a vida, a beleza e a poesia.
Ama as coisas que dão alegria.
Ama a natureza e a reverência pela vida.
Ama os mistérios.
Ama a educação como fonte de esperança e transformação.
Ama todas as pessoas, mas tem um carinho muito especial por alunos e professores.
Ama Deus, mas tem sérios problemas com o que as pessoas dizem ou pensam a seu respeito.
Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum: fazem perguntas.
Ama, ama, ama, ama...


As crianças não têm idéias religiosas, mas têm experiências místicas.
Experiência mística não é ver seres de um outro mundo.
É ver este mundo iluminado pela beleza.

domingo, 31 de janeiro de 2010

FANTASMA – PARTE II

Era uma sexta-feira, chovia muito e nós estávamos na escola para uma reunião pedagógica. A pauta era um pouco extensa, mas quando nos reuníamos para estudar não percebíamos que as horas passavam depressa. E nesse dia perdemos a hora, quando demos por nós já eram 11 e meia. Dizem que é quando os fantasmas da escola acordam para iniciar sua rotina.
Bem, começamos a nos preparar para ir embora para nossas casas, mas a diretora Rosália não achava a chave da porta para sairmos. E assim começou a angústia. E o grupo começou a viajar na história da “madre sem cabeça”. Ela se tornou a vítima principal do roubo da chave, coitada, nunca tem paz, até hoje é assim, bem, voltando ao assunto, começamos a procurar a chave em todos os lugares da instituição e a achamos, pasme, na porta que queríamos abrir. Todos juram que tinham ido lá e não estava, blá, blá,blá.
Na verdade, eu não posso afirmar nada, pois na porta não tinha ido. O conselho que dou a todos que ficam a noite na escola é que deixem a chave na bolsa. Não a soltem por aí, principalmente nesses horários sinistros. É de arrepiar!!!
REGISTRO DE 1966

FANFARRA SÃO JOSÉ

Fotos do arquivo

A Escola Estadual São José tem um arquivo de fotografia muito rico, mas infelizmente algumas sumiram. Esse blog tem justamente a intenção de resgatar as fotos que sobraram. Estarei a cada dia colocando-as aqui para que possamos reviver a história e conservar na memória digital os bons momentos dos alunos, professores e comunidade em geral.
Como você sugeriu Bruna Dionísio no seu depoimento, que as fotos sejam digitalizadas para que não se percam com o tempo, minha intenção é justamente essa, resgatar a memória do povo roraimense através das imagens de cada época.
Claro, que a escola de hoje não se compara com a do passado. Temos realidades diferentes, isso é notório. Cada povo com o seu tempo na história, mas não desligados. Basta olharmos os figurinos, as posturas dos modelos, para percebermos que somos plural com singularidades. E gosto disso!
Portanto, liguem-se, muitas imagens virão e você pode fazer parte desse contexto ímpar.

Abraços blogueiros!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010



ESCOLA ESTADUAL SÃO JOSÉ
Fantasmas no São José

Contam os mais antigos que a Escola São José é cheia de fantasmas a noite. Contam não, os vigias confirmam. Não é de arrepiar?
Jair, por exemplo, quando trabalhava na escola, durante a madrugada para ser mais clara, ouvia passos, portas se abrindo, gente conversando, chaves balançando, era uma coisa de louco. Creio que é por isso que ele saiu da vigilância e hoje é assistente de aluno.
O pior relato era o do Sr. José, que hoje é falecido. Ele chegou a vê umas almas brincando de esconde-esconde!! Cruz credo! Alma brincando de esconde-esconde? Sei não!
Essa escola tem mesmo muita história, Deus me livre!! Mas você acredita nisso? Eu heim!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Você conhece alguém dessa fotografia? Não encontrei o ano de registro dessa fotografia. Participe!!!



Ana Neli - anos de dedicação pela escola.
Foto tirada em 1994.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

11-Jun-2008
Ascom/SECD

Estudantes da rede Estadual de Ensino receberam nesta quarta-feira (11) a premiação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) 2007. Ao todo, 52 alunos e duas escolas foram premiados. O evento aconteceu às 9h no Palácio da Cultura Nenê Macaggi.
Roraima participa da OBMEP desde a primeira edição, em 2005, e tem conseguido ter um desempenho satisfatório. Para o coordenador regional da Olimpíada, Patrício Antonio Flores, a participação no exame proporciona o desenvolvimento e o interesse dos estudantes na área da Matemática.
Os alunos que se destacaram na prova receberão medalha e certificado de participação. Eles tiveram que passar pelas duas fases do exame, a primeira em nível estadual e a segunda em nível nacional. A Escola São José e o município de Caroebe foram os homenageados por receberem a maior pontuação esse ano. Além do troféu, a Escola São José recebeu um kit multimídia, com data show, notebook e uma biblioteca multimídia.

PARABÉNS PROFESSORA JANAÍNA DOS SANTOS OLIVEIRA!

domingo, 24 de janeiro de 2010

A ESCOLA SÃO JOSÉ PARTICIPOU PELA SEGUNDA VEZ DO CALDEIRÃO DO HUCK, PROGRAMA DA REDE GLOBO. NOSSA REPRESENTANTE FOI HALAINE CRISTINA.UMA ALUNA DEDICADA, ESTUDIOSA, QUE SEGUNDO A MESMA, NÃO CHEGOU NA FINAL POR NERVOSISMO. MAS O IMPORTANTE É QUE ELA PARTICIPOU DO EVENTO E É UM EXEMPLO DE DETERMINAÇÃO.

Soletrando
* A estudante Halaine Cristina Pessoa Bento, 13 anos, é a vencedora do
concurso “Soletrando”, etapa estadual, e vai representar Roraima no programa Caldeirão do Huck, edição 2009.
* A vencedora local é aluna da 6ª série do Ensino Fundamental na Escola
Estadual São José.(Shirley Rodrigues - Folha de Boa Vista)

Halaine Cristina.


Riamunda(mãe), Sandra(gestora), Halaine e o professor Sérgio Nogueira.


BICHO – PAPÃO?
A PEDOFILIA.
COISA RUIM,
TERRÍVEL.
CUIDADO CRIANÇA!
(Enoque)
Dados da Cartilha - PEDOFILIA NÃO!
Obra do aluno Jarysson


“Diga não a pedofilia e não converse com estranhos. Se acontecer com você, conte para os pais, avós, tios ou professora.”
( Igor - 4ªSÉRIE)

Roraima no ano de 2007:

ABUSO SEXUAL 2151
EXPLORAÇÃO SEXUAL 422

(FONTE: Programa Sentinela- SETRABES)

A violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre hoje de duas formas:
• ABUSO SEXUAL DENTRO DA FAMÍLIA (São violências que ocorrem em lugares onde a criança se sente protegida, como na família, com os amigos, escolas e igrejas. Ocorre em todas as classes sociais, mas raramente ficamos sabendo, porque costuma haver um pacto de silêncio.)
• EXPLORAÇÃO SEXUAL COMERCIAL (É uma violação fundamental dos direitos da criança. Ela ocorre quando o adulto em troca de favores sexuais paga à criança ou adolescente ou ainda uma terceira pessoa. Muitas vezes essas crianças são forçadas a realizar esses atos, numa espécie de escravidão sexual.)
“É DEVER DA FAMÍLIA, DA SOCIEDADE E DO ESTADO ASSEGURAR À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE, COM ABSOLUTA PRIORIDADE, O DIREITO À VIDA, À SAÚDE, À ALIMENTAÇÃO, À EDUCAÇÃO, AO LAZER, À PROFISSIONALIZAÇÃO, À CULTURA, À DIGNIDADE, AO RESPEITO, À LIBERDADE E À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA, ALÉM DE COLOCÁ-LAS A SALVO DE TODA FORMA DE NEGLIGÊNCIA, DISCRIMINAÇÃO, EXPLORAÇÃO, VIOLÊNCIA, CRUELDADE E OPRESSÃO.
A LEI PUNIRÁ SEVERAMENTE O ABUSO, A VIOLÊNCIA E A EXPLORAÇÃO SEXUAL.”
(Constituição Federal, Art. 227 e $4º )

SAIBA DISSO E APRESENTE AOS SEUS ALUNOS!


ANTES DE PUBLICARMOS A CARTILHA, APRESENTAMOS O SEU CONTEÚDO AO CONSELHO DA CRIANÇA.FIZ ISSO PORQUE NÃO ME SENTIA SEGURA, ENTÃO FOMOS ATRÁS DE AJUDA. SEMPRE É BOM PERGUNTAR QUANDO NÃO SABEMOS.
OUTRA QUESTÃO, A CRIANÇA VÍTIMA DA PEDOFILIA DEVE SER MANTIDA EM SEGREDO. NENHUM ALUNO SABE E NA ESCOLA APRESENTEI O FATO APENAS PARA OS COORDENADORES. SIGILO E SEGREDO NESSE CASO, É SINÔNIMO DE RESPEITO PELO OUTRO QUE FOI VIOLADO E TEVE SUA HONRA ABALADA.POR ISSO NÃO FALAREI SE A CRIANÇA ERA OU NÃO DA SALA.
AS FOTOS REPRESENTAM A REUNIÃO COM CMDCA.
A REALIDADE NA SALA DE AULA
NESSES ÚLTIMOS ANOS TIVEMOS MUITAS DENÚNCIAS (LOCAL E MUNDIAL) SOBRE PEDOFILIA E NÓS PROFESSORES NÃO PODEMOS DEIXAR O TEMA FORA DA SALA DE AULA PORQUE ISSO É AGIR CONTRA A CIDADANIA. MUITOS DISCENTES SÃO VÍTIMAS E POR MEDO OU INSEGURANÇA NÃO DENUNCIAM. POR OUTRO LADO A FALTA DE CONHECIMENTO DOS DOCENTES OS MANTÉM CALADOS DIANTE DOS FATOS. FOI ASSIM COMIGO! TINHA MEDO DE FALAR SOBRE O ASSUNTO, MAS FUI OBRIGADA AO SABER QUE UMA ALUNA PRECISAVA DE MIM. NÃO É FÁCIL LHE DAR COM ESSA BRUTALIDADE.
MINHA SAÍDA FOI PROCURAR A DELEGACIA DA MULHER E LÁ FUI ORIENTADA PARA TOMAR TODAS AS PROVIDÊNCIAS.
MAS MINHA DEIXA ERA: “COMO AJUDAR OS OUTROS ALUNOS?” ENTÃO, ATRAVÉS DA ORIENTAÇÃO DO ADVOGADO EDNALDO DO NASCIMENTO, REPRESENTANTE DA OAB, ESTUDEI O ECA (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE) E CRIEI JUNTAMENTE COM OS ALUNOS A CARTILHA INTITULADA PEDOFILIA NÃO!
PREOCUPADA EM DISTRIBUIR NA ESCOLA, APRESENTEI PARA O CONSELHO MUNICIPAL DA CRIANÇA, POIS ERA NECESSÁRIO UM OLHAR COM MAIS CONHECIMENTO SOBRE O TEMA, A LEI PESQUISADA DEVERIA SER AVALIADA.
CREIO QUE A CARTILHA NÃO AJUDOU SÓ OS ALUNOS DA ESCOLA SÃO JOSÉ, MAS DE MUITAS OUTRAS QUE A RECEBERAM PELA CMDCA E ASSEMBLEIA LEGISLATIVA.
TUDO ISSO NARRO PORQUE ACHO IMPORTANTE QUE SAIAMOS UM POUCO DOS CONTEÚDOS DOS LIVROS DIDÁTICOS PARA OLHARMOS AO REDOR DE NÓS. ISSO É O HUMANISMO QUE TANTO FALO. NA CERTA TEMOS ALUNOS FAMINTOS, AGREDIDOS, DESPREZADOS, ETC E O NOSSO PAPEL COMO EDUCADOR É LIBERTÁ-LOS DA DOR ATRAVÉS DO CONHECIMENTO. A EXPERIÊNCIA VIVENCIADA DEU CERTO!
VEJA UM DOS POEMAS CRIADOS PELOS ALUNOS QUE DERAM VIDA A CARTILHA:

PEDOFILIA FRIA

A pedofilia é fria
Fria como o gelo
Que gela o coração
De quem sofre abuso.

A pedofilia é tão fria
Que gela os pensamentos
E também a emoção
Que tem dentro do coração.

E pra quem sofre esse crime
Não se envergonhe meu irmão!
(Jéssica- 4ª série)

sábado, 23 de janeiro de 2010



JOSÉ (JOSEPH)_ Pe. Zezinho

Olha o que foi meu bom José
Se apaixonar pela donzela
Dentre todas a mais bela
De toda sua Galiléia
Casar com Deborah ou com Sarah
Meu bom José você podia
E nada disso acontecia
Mas você foi amar Maria
Você podia simplesmente
Ser carpinteiro e trabalhar
Sem nunca ter que se exilar
De se esconder com Maria
Meu bom José você podia
Ter muitos filhos com Maria
E teu ofício ensinar
Como teu pai sempre fazia
Porque será, meu bom José
Que esse teu pobre filho um dia
Andou com estranhas idéias
Que fizeram chorar Maria
Me lembro às vezes de você
meu bom José, meu pobre amigo
Que desta vida só queria
Ser feliz com sua Maria

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010



Campanha consciente contra a pedofilia.


Crianças participando de Oficina Pedagógica.
A Escola São José tem grandes projetos educacionais como SEM.E.M.T.E (Semana de Exposição Multidisciplinar de Trabalhos Escolares) que se dedica a pesquisa em várias disciplinas e Festival de Leitura, onde os alunos leem varios livros de Literatuta Infanto Juvenil e escolhem um para fazer o resumo e contar a história aos colegas.
A Escola Estadual São José criada no ano de 1924 e fundada pelos Padres Benedetinos da Missão do Rio Branco,pertencente a Diocese de Roraima e desvinculada da mesma em 1999 quando passou a fazer parte do Estado do Roraima, é a pioneira no tange à educação do povo roraimense.

Por essa razão achei importante criar esse espaço para que a população possa conhecer a trajetória da instituição através de fotos que retratam a história, os costumes e a tradição de um povo e de uma época.

"Olhar através das lentes" é poder enxergar o cheiro, a forma, a emoção e os sentimentos daquele momento histórico - cultural.